- Publicado: 18 Setembro 2026

Com o tema “Evidências que conectam ciência, avaliação e decisão em saúde”, encontro reuniu especialistas para discutir desafios metodológicos e novas perspectivas
Representantes do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde do Ministério da Saúde (DGITS/SCTIE/MS) participaram, nos dias 16 e 17 de setembro no Rio de Janeiro, do II Workshop Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde para Doenças Ultrarraras, realização conjunta do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e da Fundação Pró-Coração (Fundacor), com cooperação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Universidade de York, DGITS e Ministério da Saúde.
Com o tema “Evidências que conectam ciência, avaliação e decisão em saúde”, o encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir desafios metodológicos e novas perspectivas em Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) aplicadas às doenças ultrarraras.
Um dos destaques foi a participação do Professor Michael Drummond, referência internacional em Economia da Saúde e ATS da Universidade de York, no Reino Unido.
Transmitida ao vivo com tradução simultânea, a programação contou com um curso introdutório de estimativa de custos em relatórios de ATS para o Sistema Único de Saúde (SUS), painéis internacionais e mesas-redondas de temas como equidade e acessibilidade financeira. Também foram apresentados trabalhos do Projeto York, parceria de cooperação científica e metodológica firmada entre o Ministério da Saúde, por meio do DGITS, e o INC em colaboração com a Universidade de York.
Além de ampliar o intercâmbio entre os centros de pesquisa brasileiros e a universidade britânica, a parceria tem o objetivo de fortalecer a cooperação científica no desenvolvimento de pesquisas nas áreas de avaliação de tecnologias em saúde, considerando limiares de custo-efetividade alternativos, fatores de equidade e métodos para a avaliação de impacto de políticas de saúde.
Como explicou a diretora do DGITS, Luciene Bonan, a iniciativa também visa otimizar o processo de incorporação de tecnologias em saúde ao SUS, discutindo parâmetros econômicos e metodologias específicas para a avaliação de evidências no contexto das doenças ultrarraras.
“Esse é um projeto bem interessante porque a gente está usando de todos esses resultados, desses produtos entregáveis de fato, para apoiar a gestão no Ministério da Saúde”, pontuou.
As pesquisas deverão subsidiar a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) durante as etapas de deliberação dos medicamentos e procedimentos que serão oferecidos pela rede pública de saúde.